Uma coisa é o que diz a lei sobre os imigrantes, outra é como os tratamos

Joana Gorjão Henriques 

Portugal está bem classificado no ranking europeu de integração dos imigrantes, tem "uma uma política generosa”, reconhece o sociólogo Pedro Góis , mas depois demora três a quatro anos a conceder a nacionalidade "porque o sistema está bloqueado”

Nima está há quatro anos em Portugal. Chegou do Nepal para se juntar ao marido, que veio uns anos antes. Hoje os dois gerem um café-restaurante perto do Centro Nacional de Apoio à Integração de Migrantes (CNAI) em Lisboa onde servem comida portuguesa e nepalesa. Do balcão saem tanto galões e whiskies como caldos asiáticos com massa, legumes, carne e picante. Entre os clientes há vários nepaleses, uma das comunidades imigrantes que mais tem crescido nos últimos anos em Lisboa: já são mais de 7400 entre os quase 422 mil estrangeiros que vivem em Portugal. 

“Não foi um grande problema, mas não foi fácil”, comenta em inglês, sobre o processo de imigração para Portugal. Aliás, a língua foi a grande dificuldade, sobretudo quando estava grávida do segundo filho e queria comunicar com os médicos e pessoal hospitalar. Frequentou aulas de português, apoiadas pelo Estado, mas ainda tem dificuldades. O filho mais velho, com dez anos, está na Escola Nuno Gonçalves, na zona da Graça, e não foi propriamente fácil tratar do processo mas uma amiga portuguesa ajudou-a.

 

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